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Resenhário

Diário de bordo de Lívia Kraken.
Sábado, 13 de outubro de 2012.

Capa do livro Os Reis do Rio.
O fundo é em preto e branco, num
muro todo rachado e, bem grande e
em alto elevo, está escrito o título.
Ele todo é branco, com exceção do
"Os", "do" e o "o", de Rio, que são
vermelhos. Dentro desse último "o",
tem a imagem do Cristo Redentor
sem a cabeça e parte do tronco.
Ô Marujo, larga esse escovão aí e vem cá.
Fala, Capitã.
Esses dias eu terminei de ler um livro bom.
Você gosta bastante de ler, hein?!
A-D-O-R-O!!!!!!! Desde que eu era pequetchutchuca eu sou apaixonada por livros.
E qual é o livro da vez?
“Os Reis do Rio”. Já ouviu falar?
Ué... a gente não teve um Avast!!! sobre ele?
Mais ou menos. A gente conversou com o Rafael Lima, que é o escritor do “Os Reis do Rio” e “Aura de Asíris, A batalha Kayabashi”. No Avast!!! ele falou sobre os dois livros.

Vai um golinho aí?

Diário de bordo de Jowfish Kraken.
Sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012.
Capa do livro Apenas Uma Taça. Com
uma fotografia em preto e branco, com
uma mulher à frente, em traje vitoriano
ousado, sendo um corpete, uma saia
longa e uma blusa, cobrindo os braços,
mas deixado um largo decote. O nome da
autora vem centralizada na parte
superior, e o escrito "apenas uma taça,
um brinde ao mestre stoker" na inferior.
Isso não era uma coisa que você já devia ter feito, Capi?
Pshhh!!! Fala baixo, Marujo.
Baixo? Po... mmmmmmmm....
Silêncio... Eles podem estar aqui...
Aqui? Do que você...
Aqui. Leia isso.
Apenas uma taça............................................. Stoker... vampiros?
Isso. Lê.
Mas...
Eu sei! Eu demorei pra ler e...
Não é isso.
Então o quê?
Deixa de paranóia, Capi!!!
NÃO É PARANÓIA!!!..................................................... [pausa dramática].................É charme dramático.
Arrã! Sei. Tá, mas por que demorou TANTO?
Eu não sei... foi um tipo de.............................bloqueio.
Não gostou da história?
PFF!!! Nada a ver com as histórias. A Georgette Sillen...
Olha! É a Lady Gaga!
Lad... Ã?
Aqui na capa...
Faz isso não, Marujo... faz isso não...
Tá, tá... foi mais forte que eu. Continua. A Georgette...?
Ela continua mostrando que é uma expert no assunto vampiro.
É... parece que ela pesquisou bastante mesmo.
Quarta capa no mesmo esquema preto e
branco. A mesma mulher está agora com
um leque, onde sangue, vermelho, se
destaca escorrendo pela borda e
pingando em sua boca.
Mas enfim. O que me bloqueou mesmo foi o estilo de escrita.
Escreve mal?
Não... ela só não escreve no meu estilo.
Como assim?
A... que nem... SEMPRE que eu vejo alguma coisa a ver com vampiros, é sempre no mesmo esquema. Sem exceção.
É sempre aquela coisa formal demais... todo mundo falando extremamente certo...e blábláblá...
E qual é o problema disso?
Fica meio que falso, sabe? Poxa... ninguém fala extremamente certo? Ninguém nunca disse.
Entendi. Então nem vou...
Eu aconselho dar uma olhada. Tem umas idéias muito boas. Eu, por exemplo, nunca vou esquecer dos passos flamejantes derretidores de asfalto. Do Baltazar.
Baltazar? Mas ele não é um demônio?
É.
Mas o que tem a ver...
Lê que tu descobre.
AAAAAA safado. Me dá isso aqui!!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Era uma vez um sítio

Diário de bordo dos Irmãos Kraken.
Quarta-feira, 21 de dezembro de 2011.

Jow...?
Oi.
A gente tá voando?
Tá sim.
Mas... Como?! Navio não voa, né?!
Você tem muito o que aprender, pequeno capitão. Olha lá fora.
Você.................................desde quando tem um dragão no Navio?!
Desde sempre, oras.
Desse tamanho?! Como eu nunca...
Olha, olha... tamo chegando.
Ah... até que enfim.
[PUFF...] Alô.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Ô!!! Tá louco homi?! Aparece assim não, cara *respira, respira, respira*
Perdi... perdi meu.........................................coração.
HÁ! Eu que me assustei com vocês dois gritando que nem mul...
Ô, ô... Cuidado com sua próxima palavra, Lolô. O pessoal daqui não costuma perdoar, não.
Peraí. Quem é você?!
Ó! Que horror! Eu vou me apresentar, eu vou. Meu nome é Monteiro Lobato, é sim.
[sussurro] Pss... Jow, vem cá... Qual é a desse cara aí? Que sotaque é esse?
Ôôxe. Eu vô guiá ocês aqui nessas terra braba.
Aham... Até que enfim tu chegou, Lolô. Achei que a gente entraria aí sozinho.
E o que tem de tão perigoso aí que a gente já não tenha visto? Eu acho que esse cara aí é dispensável.
Êh eh! Ele acha que num precisa do Lolô, num acha? Mas ele vai ficá perdido sem o Lolô, vai sim. Quando pousar na Lagoa Cinzenta, no mei do Vilarejo Braço Turvo, aí eu quero vê ocês saí de lá sem eu. Êh eh, quero sim.
Humpft!
Certo, certo. Vamos descer agora.
Péra, péra... óia ali. Tão vendo aquele carro-carroça ali?
O com o bigode que fala?
Isso... Vixe, mainha, esse memo. Ele tá levando os nosso herói... mas eles num sabe disso ainda, sabe não.
E quem é o careca correndo atrás do carro?
Aaaaaaa...aquele ali é homi bão, é sim. É um dos grande espírito da floresta, é sim. Mas num tá em sintonia com os espírito ainda não. Êh eh, tá não.
Uai... como assim?
Ei, eu conheço esse cara. É o Gustavo!
Gustavo Rosseb?
É... é ele mesmo. Olha ali. HAHAHAHAHAHA o jeito de correr é único!
[olhar assustado e meio desconfiado] Êh eh... então ocês conhece o grande espírito da floresta?
Conhecemos sim. É amigo nosso já faz tempo, já.
A, é?! Então ocês prefere ele do que o véio Lolô, não é?!
Não, a gente só tava...
Ocês qué ele mais do que o véio Lolô, não é?!
Que isso, Lobato a gente só...
Então fica com o espírito, fica!!! [PUFF...]
Eu hein?! Que que foi isso?
Sei lá. Bora trazer o Gustavo pra cá.
[PUFF...]
Ooooloco!!! O que que... Ah. Alô, pessoal.
Tava se exercitando, Guts?
Então, cara... pra você ver só...
E que papo é esse de “Grande Espírito da Floresta”?
AAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA já ficaram sabendo, é?
O Lolô tava aqui até agorinha.
Ah. Qual deles?
Tem mais de um?!
Mas é claro que sim! Estão vendo aquele carro ali na frente?
Que que tem?
Ali estão os dois heróis da minha história.
SUA história?
A Odisséia de Tibor Lobato. Ali estão os irmãos Tibor e Sátir Lobato.
Ah, sim. São filhos do Monteiro....
Não. São descendentes de outro ser.
Outro...
Não me pergunte ainda! Ainda não posso responder. Mas o que estão fazendo aqui? Vão ficar por muito tempo?
Ah... sacomé, né?
A gente tava meio que de passagem...
Então fiquem só de passagem, amigos. Amanhã começa a quaresma... E coisas estranhas acontecem nos Vilarejos durante a quaresma.
Que tipo de coisas?
Coisas.......................estranhas. Pequenos furacões, uivos, sons de galope muito rápidos, risos ecoados na floresta deserta, luzes douradas...
Tu sabe que isso só motiva a gente a ficar, né?
Prestem atenção. Há alguns anos, isso daqui era uma vila só. Daí, um prefeito maluco resolveu dividi-lo em sete vilarejos. Ninguém sabe o porquê.
Ã.
Há doze anos, uma bruxa que vivia por aqui desapareceu, levando com ela umas quarenta e poucas crianças de vários vilarejos, principalmente do Guará, que é o maior dos Vilarejos daqui.
E esse que a gente tá é qual?
Essa é a Vila do Meio...
Por que será?
É. Aqui mora a dona Gaílde. Ela é avó do Tibor e da Sátir e irmã de mais duas mulheres.
Mas por que eles são tão importantes assim, cara?
Essa família tem uma história direta com os espíritos dessa floresta. Inclusive comigo. Ali, ó... Aquela ali é a Gaílde.
Ela tem...
Aquilo no pescoço dela é uma pedra muito rara. Única, na verdade.
O Muiraquitã, sei. Já ouvi falar.
Então. Essa pedra tem ligação direta com O grande espírito da floresta. Não, não sou eu.
Quem é?
É o... [PUFF...]


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Então, esse é um dos livros que eu levo com orgulho pra prateleira.
Com certeza. Até eu gostei de ler. E isso porque eu não gosto de ler...
Pois é. Eu sempre quis saber sobre a mitologia brasileira, saca? Tipo Cuca, Saci, Curupira, Boitatá...
Mas o legal dele é que fala também de mitos menores, tipo a Pisadeira e a Porca dos Sete Leitões e tals.
Pode crer. Só tem dois defeitos na história toda... E nem é a ver com a história em si.
E quais seriam?
Um tem tudo a ver com o outro. Não dá pra ter um sem ter o outro.
Aham. E quais são?
E é uma coisa que todo autor faz no primeiro livro que...
QUAIS SÃO OS DOIS DEFEITOS???????????? ÔÔÔ CRIATURA!!!!
Que isso, cara. Calma aí, véi...
Ai, fala logo!
O problema tá nos diálogos.
Ué, como assim? Tem pouco?
Não, é...
Tem demais?
Não, é que...
Tem...
VAI DEIXAR EU FALAR OU NÃO???????????
Nossa... que violência... vai, fala...
Todo mundo acha que no primeiro livro tem que escrever tudo certinho, sabe... ser exemplo e blablabla... mas o pessoal se esquece do principal: a Verossimilhança.
Que Vera?
Vera?
É... a Vera da lança...
Verossimilhança! É quando a gente faz uma história parecer que é real.
Ah, sim. Era mais fácil ter falado isso.
Tá, mazentão. Daí as crianças de uns 12 anos falam como se fossem políticos de 47 anos.
Ah, sim. Entendi. É... isso é mesmo. Mas eu só vi esse. Qual é o outro?
O outro é que por causa disso, o livro acaba sendo formal demais, saca?
Ah, entendi. Fica tudo muito certinho... mas o Seu Icas não fala assim não, meu filho...
Ah, sim. Esse é um dos melhores personagens do livro, é sim.
Êh eh, se é.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

De QUASE, ali não tem NADA!!!!

Diários de bordo de Jowfish.
Terça-feira, 3 de maio de 2011.

“CAPITÃO!!! O QUE TU TÁ FAZENDO, HOMEM!!!”
EU VOU QUEIMAR!!! EU VOU QUEIMAR!!!
“PARA COM ISSO, HOMEM!!! DÁ ISSO AQUI” [arranca o livro da mão do capitão].
“Extraneus 2... Quase inocentes... Mas esse não é o...”
O livro da Estronho, sim! Dá isso aqui!!!
“Mas por que tu quer queimar ele???”
PORQUE TEM UMA BRUXA AÍ DENTRO!!!
“Uma... Poxa, capitão... desse tamanhão, acreditando em bruxa?!”
Mas é... essa coisa tem uruca, Marujo! Só pode! Magia negra das braba!!!
“O quê?! Porquê?”
Ah, eu já tava meio que com medo antes de ler esse livro aí.
“Oloco... mas... do que esse livro fala?”
É de terror.........................com o tema CRIANÇAS!!!
“HAHAHAHAHAHAHAHAHA Terror e criança combina muito mesmo.”
ORRA! Ainda mais quando ficamos sozinhos com elas... A gente NUNCA Sabe o que eles vão falar, ou perguntar... e quando perguntam, não sabemos como responder, nem...
- Hei, capi... Calma, meu querido...
AHHHHHHHHHHHHH!!! QUEM TE CHAMOU?! DE ONDE TU SURGIU?!?!?!?!
- Nossa... que estresse, capi... vou te fazer um chá pra acalmar...
Me faça um favor, Marujo.
“Diga, capitão.”
Bota fogo na cozinha...
“Tá, mas voltando pro livro...”
Ah, sim... Então... Dá um medo danado ficar sozinho com uma criança... daí eu pensei: E se eu ler isso... e ficar sozinho de novo?! E pior... LEMBRAR dessas histórias?!
E outra! O livro tá espalhado daquelas cantigas infantis, como 'Brilha, Brilha, Estrelinha' e outras coisas do tipo.
"O que tem de mais nisso?"
Parece o Freddy Krueger cantando antes de aparecer no sonho de alguém...
“Mas isso é pensamento bobo, capitão. Fica tranquilo...”
Daí eu comecei a ler... e me aparece uma BRUXA chamada Martha Argel... guarde esse nome... ARGEL!!! Já diz tudo: Arde no Hell!!! SÓ PODE ser uma bruxa que veio me atormentar!
“Mas por que toda essa violência com a mulher, capitão?”
Olha aqui: [pega o livro]
‘A não ser quando, de repente, virem-se a sós com uma adorável menininha ou um pimpolho rechonchudo e sorridente, e as lembranças dos contos começarem a se agitar...’
“Que que tem?”
COMO ELA SABIA O QUE EU TAVA PENSANDO?! É BRUXARIA! URUCA!!! MAMALA ZUMALA HAMALA HÁ!!!
“Mamala o quê?!”
Não interessa...
“Tá, mas e os contos?”
Que que tem?
“Como são? São tão de terror assim mesmo?”
Óia... O começa bom, viu?! Começa tenso... com medo... E termina bom também. O último conto é mesmo de terror... dá uns sustos...
“Ué, os outros não são de terror?”
São mais de suspense. O último te dá uns PÁ! sustos assim... mas os outros deixam aquele medo... pra descobrir o que vai acontecer...
“Tá, ele começa e termina muito bem, mas e o meio?!”
Então, dos 15, grande parte é muito boa... outros são legais... e uns eu não entendi.
“*COF COF COF COF COF* Não entendeu?! Como assim?! Mal escrito?”
Não, não. Nada disso. É que tem alguns que não falam de criança...
Falam, mas é bem rápido... o foco fica na parte adulta deles... ou na adolescência...
“Ah... mas o adolescente é meio criança ainda... e tem adulto aí mais infantil que muita criança...”
... Olha... e não é que faz sentido mesmo?! Agora as coisas se encaixam...
“E qual conto tu gostou mais?”
O “Vestido Cor-de-Rosa”. Foi o que mais me chamou atenção. Não esperava por ele ali... e eu que gosto POUCO de terror psicológico...
“Do que ele fala?”
Mas é ÓBVIO que não vou dizer!
“Isso é mancada, capitão...”
Eu ando na perna de pau, sou manco por natureza... Agora me devolve o livro.
“Pra quê?”
Eu vou purificar esse bicho aí...
“De jeito nenhum! Eu vou ler!”
Mas então... o que eu... tó.
“Uma tocha?! O que eu faço com ela?”
Bota fogo na cozinha. Rápido...

Uma Grande Família feliz... Tá, nem tanto...


Diário de bordo de Jowfish.
Segunda-feira, 2 de maio de 2011.

“Capitão! Capitão!”
Shiu! Peraí que vou começar a ler esse livro aqui.
“Mas Capitão!!! O coiso ali...”
Pronto, cabei.
“... tá pegando... Quê?! Cabou?!?!?!?! Mas tu começou AGORA!!!”
Procê vê, Marujo... É um bom sinal.
“Com certeza... Que livro é esse aí?”
Pelos Poderes dos Deuses Olimpianos.
“Ah, sim... Da Sarah Micucci. Eles já apareceram por aqui um vez.”
Sim, sim. Esse mesmo.
“É bom o livro?”
Não existe livro bom e livro ruim, Marujo... Existe livro com conteúdo e sem conteúdo.
“Aff... tá bom... esse livro tem conteúdo?”
Se tem?! SE TEM?! Tá de brincanagem com a minha fuça, Marujo?! Só pelo fato de ser sobre mitologia grega, já é de conteúdo!
“Não brinca! Mitologia, é?! Adoro essas histórias!!! Daqui, dexeu ler...”
Opa... Peraí.
“Que foi?”
Se tu é um amante da mitologia, eu preciso te alertar de alguma coisas.
“Vixi... Fala...”
Se você tá procurando um livro com aquela linguagem antiga e chata... ESQUEÇA!
Se você tá procurando um livro com VÁRIAS histórias da vida dos deuses... ESQUEÇA!
Se você tá procurando um livro com história BEM aprofundadas dos deuses e companhia... ESQUEÇA!
“Uai, mas então não tem nada!”
Exatamente o CONTRÁRIO, Marujo. Esse tesouro aqui tem doze capítulos.
“Cada um conta a história de um dos deuses...”
Isso mesmo. Como tu sabe?
“Eu vi aqui no sumário.” [P-D] “Mas do que fala cada capítulo, então?”
Cada capítulo fala do nascimento de um deus e conta uma de suas aventuras.
“Mas e a linguagem que tu falou... Como que é?”
Uai... Esse é um livro pra quem tá COMEÇANDO nessa parte de mitologia... pra quem tá curioso. Vamos dizer que as crianças de 4ª ou 5ª série são bons exemplos.
“E daí?”
Daí que ele é todo escrito pra ESSAS crianças. Com a linguagem delas e o estilo de escrita delas. Daí temos o uso frequente de pronomes, por exemplo, pra não dar confusão na cabeça dos marujinhos.
“Uhum... E sobre as histórias em si?”
Bom... tem algumas histórias ali que eu conhecia diferente... outra versão, o que me foi bom, porque conheci coisa nova.
Mas um ponto POSITIVO TRÊS VEZES é a narração. Mais fluida que os ventos do Rio Seco.
“Rio Seco? Que rio é esse?”
Shiu! Então, como eu tava dizendo... é tão fluida que tu viu o tempo que levei pra acabar.
“Bom... isso é verdade. Foi bem rápido mesmo. O tamanho do livro também ajuda, né?”
Ô e como ajuda! 100 páginas... e ilustrado, com uma imagem a cada 11 páginas, mais ou menos... Tu viaja que nem percebe!
“Nossa... então a coisa parece ser muito boa...”
É lindo, Marujo. Esse tesouro é um BAITA dum tesourão.
“Mas não tem nada de ruim nele?!”
Bom... não é ruim... mas tem duas coisas que estranhei. Uma das histórias, outro não.
“Diz aí.”
Das histórias, ela conta só a parte boa dos deuses, não conta partes ruins... MAS, se contar que é pra crianças de 10 anos, mais ou menos...
“Faz todo o sentido. E a outra.”
Bom... Devo confessar que estranhei o fato de o livro não ser justificado [quando todas as linhas acabam no mesmo lugar, sabe?], mas isso não atrapalha em ABSOLUTAMENTE nada da leitura.
Se bem que, conforme ia lendo, esse estilo gráfico deixou a coisa até mais curiosa, sabia?
“È mesmo, capitão? E de qual deus tu gostou mais?”
Olha... Eu sempre gostei do Hades [que foi ENGANADO pelo maldito Zeus], da Atena e do Ares. Nessa ordem.
Mas devo admitir que o Hefesto pegou empate com o Hades. Eu não conhecia a história dele...
“Poxa, que interessante...”
Pois é.
“Agora dá aqui! Dexeu ler.”
Pera... preciso dizer umas coisas...
“Falaí.”
Primeiro que eu sou a favor do Ares, no julgamento! Se o carinha lá atacou a menina, é um estuprador, então merece uma espadada no meio do peito.
“Isso aí. Honra cima de tudo!”
E uma última coisa:
Safado mesmo é o Hades que, enquanto o Brasil tem uma mula sem cabeça, ele tem QUATRO só na carruagem dele!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
E por mais que Apolo tente copiar o tio, ainda prefiro as mulas do Hades!
HAHAHAHAHAHAHAHA
“Erm... Não entendi”
Então lê que tu entende.
“Eu já tô tentando faz um tempo, sabe...”
Erm... Kraken...

Ariadne dos seus sonhos

Diário de bordo de Jowfish.
Quarta-feira, 5 de janeiro de 2011.

Uma garota chamada Ariadne... Labirinto... Sonho... Mitologia... Filme... Te lembra alguma coisa?
Pois é...
Na mitologia grega, Ariadne é filha de Minos, rei de Creta, onde tinha um labirinto guardado por um belo de um Minotauro [mal passado, no espeto, deve ficar uma delícia!].
Numa bela manhã de sol, um rapazinho chamado Teseu perdeu o juízo e decidiu fazer uma vizita pro velho amigo de infância que protegia o labirinto [mentirinha... Ele foi mandado pra lá como sacrifício].
O labirinto era uma coisa tão bem feita, que qualquer um que tentasse entrar ali, não conseguiria sair...
Não sozinho, pelo menos.
Ariadne, então, apaixonada por Teseu, ficou de fora do labirinto e deu a ele a ponta de uma linha presa em um carretel, e ficou com a outra. Assim, Teseu poderia entrar no labirinto, matar o Minotauro e sair de lá sem problema [ain, que bonitinho!].
Tá bom, tá bom... Dito isso, vamos ao que interessa...
Que filme [lançado recentemente] te lembra essa história?
Vamos lá... Eu te dou uma forcinha... Ariadne... Labirinto... Sonhos...
A Origem! Exato!
Lá temos uma garota chamada Ariadne, que é uma arquiteta [pessoa que constrói o cenário dos sonhos] e, para construir um sonho, é preciso criar um labirinto...
Quando ela e sua equipe entram na cabeça de quem deveriam, começam a ser perseguidos pela defesa do alvo... Seriam esses os Minotauros?
Ainda não.
Há uma pessoa que está presente em todos os labirintos em que o chefe da equipe, Tom, participa...
Mal [nome sugestivo, não?!].
Essa sim é o grande Minotauro da história.
Quê?! Não tinha reparado nisso antes?! Então vai lá e dê mais uma olhada...
Isso é o que chamamos de Dialogia [diálogo entre duas, ou mais, obras], e trarei pra cá esse tipo de coisa...
Pra abrir seus olhinhos, Marujo.
Viu?!
Não sou um capitão tão ruim assim...

Corte e Costura

Troca equivalente uma pinoia!

Diário de bordo de Jowfish.
Terça-feira, 21 de dezembro de 2010.

      Aconteceu em Animatus... Dizem que é mentira, mas juro que é verdade!
      Foi numa região afastada bem ao leste... Que eu encontrei um dos carinhas mais F**ÁSTICOS que já tive a honra de conhecer.
      Estávamos navegando ali, sem nada pra fazer, quando ouvimos uma explosão.
      Tá, uma explosãozinha é normal em Animatus... Mas nada daquele tipo.
      Bom... Chegamos lá e nos encontramos com uma dupla MUITO... Como posso dizer... Única, no mínimo.
      Um era um garoto loiro, que tinha uma perna e um braço de metal, e paranoico obsessivo, perdoem-me os psicólogos se não é bem esse o termo, mas NINGUÉM podia chamar esse cara de pequeno, baixinho, tampinha, ou qualquer coisa do tipo, porque ele simplesmente ATACA quem o chama assim.
      O outro era uma armadura. Exato uma armadura! Nada de corpo dentro... Só o metal... Já vou explicar.
      Esses dois garotos se chamavam, na ordem, Edward Elric e Alphonse Elric.
      Os dois vivem numa região onde a alquimia é usada até pelo exército.
      E, na alquimia, há o que eles chamam de “troca equivalente”, ou seja, pra conseguir uma coisa, devemos dar algo de mesmo valor em troca.
      Daí, numa tentativa que deu errado, Edward perdeu uma perna, e seu irmã perdeu o corpo todo... Mas, num ato desesperado, Edward conseguiu recuperar a alma de Alphonse e selou a bendita numa armadura. Pra isso, perdeu um braço.
      A partir de então, os dois vão em busca da pedra filosofal para conseguirem seus corpos de volta.
      “Legal, mas o que a explosão tem a ver com isso”, você me pergunta.
      Bem simples: durante sua busca, eles encontram amigos, inimigos, problemas, e conquistas.
      Um desses amigos é o Coronel Roy Mustang [lembra dele no nosso top 10 de ignorantes?], também conhecido como o Alquimista da Chama... E era neles que eu queria chegar.
      Roy usa uma luva que tem o símbolo alquímico do fogo desenhado e as pontas dos dedos, quando ele estala, sai faísca... E aí já era.
      Uma coisa que sempre gostei de Animatus é que tudo que sai de lá, leva com ele uma mensagem. Umas fortes, outras fracas, mas todas têm, pelo menos, uma.
      Os irmãos Elric nos mostram a importância da determinação. Nos mostram que um sonho, se encarado com a determinação que merece, se torna uma meta... Um objetivo.
      Já Mustang, que tem a ambição de comandar o país [pra proteger a todos], nos trás a mensagem de que o verdadeiro líder não é aquele que chega aos seus objetivos sozinho, ou custando a vida dos outros... Um bom lider é aquele que sabe quando parar, se preciso, mas sempre continuar a lutar por suas metas, mesmo que por outros meios.
      Determinação, honra, liderança, amizade e união.
      Foram essas características que fizeram daquela região a leste de Animatus um dos melhores, se não o melhor lugar que já estive por ali.
      E foram eles que fizeram com que Edward Elric ficasse conhecido por Full Metal Alchemist [Brotherhood].

Corte e Costura

Santa Ignorância #2

Diário de bordo de Jowfish.
Terça-feira, 7 de dezembro de 2010.

      Continuando a sessão ignorância, já que disseram que eu tinha esquecido um monte... Mais personagens impossíveis de se dialogar...



10. Rorschach [Watchmen]
Um herói detetive incorrompível. Sua dignidade e conduta o trouxeram para nosso décimo lugar.



09. Tommy [Power Rangers]

O herói de todo garoto da era Power Rangers.


08. Toph [avatar]

Na boa... Uma garota cega que consegue moldar o metal, controlar terra, e me sentir pela vibração do solo... Sai pra lá, bicho do mal!


07. Mestre Yoda [Star Wars]

Não se engane com sua aparência frágil... Esse bichinho de Pelúcia surrado, na verdade, te dá uma surra sinistra... É a sabedoria dos anos...

06. Hiko Seijuuroo [Samurai X]
Um cara que consegue destruir alguém, no mínimo, cinco vezes maior que ele mesmo, merece meu respeito.

05. Sansão [A Revolução dos Bichos]
O cavalo que acredita fielmente na mudança do mundo. Sua coragem, determinação e cascos [que destruíram umas três cabeças humanas e umas costelas de um cachorro] os deixaram aqui.



04. Thal [O Senhor da Chuva]

Hehe... Veio pra cá só pelo jeito que matou Khel... Mereceu essa posição, Anjo.




03. Rainha Akasha [série Crônicas Vampirescas]
Vamos combinar... Uma vampira que consegue carbonizar um vampiro, só com a força do pensamento, não é uma criatura que queremos ver brava.


02. Ikki de Fênix [Cavaleiros do Zodíaco]
Se nem o cavaleiro mais próximo de deus conseguiu destruir esse cavaleiro... Quem destrói? Além de que um golpe que PULVERIZA sua mente também é um movimento de respeito...




01. Hit-Girl [Kick Ass]
Falta-me palavra pra descrevê-la... Digamos, apenas, que ela não é uma garota que eu chamaria de tampinha...




00.  Capitão Jowfish [O Próprio]
Eu sei... Até você arrepiou quando viu esse nome em nossas listagens.

Corte e Costura

Papo de Granja

Diário de Bordo de Jowfish.
Terça-feira, 30 de novembro de 2010.

      Quem diz que animal não pensa... É porque nunca viu a Granja dos Bichos.
      Navegando todo serelepe pimpão... Ouço, trazido pelo vento, uma história de uma Granja que era TOTALMENTE comandada por animais.
      Pois é... A minha primeira reação foi exatamente a mesma. Eu ri.
      Mas de tanto que o vento me soprava, acabei ficando curioso... E resolvi ver...
      Apertei o botão de onipresença do navio e fiquei espiando os movimentos do lugar.
      A Granja tinha o nome de Granja do Solar, quando era comandada por Jones, um homem que fazia os animais trabalhar como escravos e comer apenas o suficiente pra viver. Sem descanso e sem diversão...
      Até que os animais ficaram bravos... E fizeram uma revolução.
      Esse episódio ficou conhecido como “A Revolução dos Bichos” e foi narrada por um tiozão chamado George Orwell.
      O mais impressionante é que os animais tinham tanto carisma que eu conseguia, fácil, fácil, comparar cada um deles com pessoas que conheço.
      Os porcos (que xinguei muito), astutos e traiçoeiros; os cavalos, ingênuos e exemplares (tá, nem todos); as ovelhas (N-U-N-C-A um mesmo ser recebeu tanto xingamento, na minha vida... Ô raça do inferno!), que não calam a boca e só atrapalham; os burros, observadores e descrentes...
      Interessante ver o poder da palavra na mente das pessoas (no caso da Granja, dos animais) e o ESTRAGO que uma simples mudancinha de nada pode causar.
      Andei do começo ao fim da história da Granja dos Bichos rápido e com muita empolgação...
      E saí de lá com raiva... Porque vi o quanto o mundo precisa ser mudado.
      Obrigado, George Orwell... Graças a você, meu querido, os três porquinhos nunca mais serão os mesmos, pra mim...