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Salto do Mastro

Diálogo

Diário de bordo de Jowfish.
Sábado, 06 de novembro de 2010.

Alou, pessoal!
Semana passada, tivemos o exercício de descobrir o pensamento do carinha da foto. Então, essa semana, teremos um avanço na atividade.
Dessa vez, teremos um dialogozinho.
Aqui:

Vamos combinar assim: quando forem escrever as falas, deixem “branco: fala” e “preto: fala”, assim fica mais fácil pra gente entender.
Certo? Então beleza.
Só lembrando que esse é o penúltimo dia do sorteio, heim?!
Vamo lá, Vamo lá!!!

A Lanterna é Sua

Qual o pensamento desse cara?

Diário de Bordo de Jowfish.
Sexta-feira, 05 de novembro de 2010.

Eu sei lá o que aconteceu...
Talvez por termos um sorteio no navio, os comentários migraram de lugar...
Migraram e se concentraram num lugar só!!!
Mas, mesmo assim, tivemos três participações de nossos Marujos...
E aqui estão:



\R~/
"Devia ter ouvido mamãe, esse trabalho de poser na Disney é o inferno na terra."

"Uma espada. Me enviam para salvar o mundo com UMA.ESPADA."

\Larissa Vicentini/
"já que eu não tenho nada a perder, só posso ganhar"...

Muito bem, Marujos... E obrigado pela participação!!!

Mudança de ventos

Diário de Bordo de Jowfish.
Sábado, 30 de outubro de 2010.

Vixi Marela... Que semana perturbada!
Tanto que, como viram, a anotação de ontem, que era pra ser o espaço de vocês, acabou sendo uma atividade, né?
Mas isso não acontecerá de novo, Marujos.
Palavra de Pirata.
Por isso, vou deixar continuando a atividade de sábado passado...
O quê?!
Você ainda não participou, Marujo?
Então corre lá, cumpadre!


E até segunda, Currupacaiada!!!

Salto do Mastro

Qual o pensamento desse cara?

Diário de Bordo de Jowfish.
Sábado, 23 de outubro de 2010.

Bom, Marujos. Já chega de brincadeiras e diversões...
Começaremos, agora, uma nova fase... Novas atividades.
Começaremos com coisas simples e, a cada semana, vamos aumentar um pouquinho a dificuldade...
Mas fique tranquilo, se não conseguirem, da boca do tubarão não passa...
Muito bem... Chega de prosa e vamos para a primeira atividade:


Aqui, vocês me dirão, por comentário nesse post mesmo, o que se passa na cabeça desse ser aí na foto...
Certo, vai sair mais ou menos uma legenda...
Então não é difícil. Já fizeram isso aqui antes...
Até a próxima, Marujos!

A Lanterna é Sua

A Magia da Mistura

Diário de bordo de Jowfish.
Sexta-feira, 22 de outubro de 2010.

Fim de resultado de enquete, pessoalzinho [aaaaaaah].
Mas calma, calma. Vamos fazer mais, não se preocupem [aaaaaaah].
...
Enfim...
Anunciamos aqui, que o item da enquete com mais votos foi “Reflexão”.
Então, vou usar esse post pra falar um pouco sobre o link que estava em votação...
O Blog JulianaZL.
“Mas Capitão”, você me pergunta, “por que escolheu esse blog?”
Porque, nesse site aí, eu encontrei uma coisa muito bacana:
A garota aí faz do post uma mistura linda:
Temos a parte escrita, bem pequena e rápida de ler, no melhor estilo “Ninguém mandou ler. Agora pensa!”.
E se você é um Marujo que não se contenta só com a leitura, geralmente uma imagem acompanha o post.
Ainda não tá contente?! Poxa vida...
Então abre um sorrisinho aí... Porque, de brinde, os posts vêm acompanhados de links com vídeos de músicas...
Tudo junto e misturado...
O que faz desse blog... Um lugar muito especial.
Um verdadeiro tesouro.

Não me diga...?

A Personalidade da Leitura

Diário de Bordo de Jowfish.
Quinta-feira, 21 de outubro de 2010.

Dizem que leitura não atrai o jovem... Que coisa ridícula!
Isso mesmo, RI-DÍ-CU-LA! Não gostou?! Vem cá, então... Vamos resolver isso no xadrez!
Pindorimbas... Era só o que me faltava, viu?! Claro que atrai! Tanto que eles estão cada vez mais unidos ao Tio Kut e outros aí.
Eu disse, antes, que o que as pessoas precisam descobrir é O QUE elas gostam de ler.
O quê?! Mesmo eu falando tudo isso... Trazendo provas INCONTESTÁVEIS [porque todo argumento de capitão é incontestável]... MATANDO tubarão a nado... O senhorzito, ou a senhorzita insiste que não gosta de ler?!
Eu tô achando que tu tá querendo me fazer de bobo... Mas tudo bem.
Vou mostrar, hoje, um jeito bem simples pra você COMEÇAR a buscar algumas coisas para leitura... Ou melhor: Autoconhecimento [falei bonito, não falei? Vai, confessa!].
Já que você insiste em querer me fazer de bobo, falando isso, você deve  gostar de piada. Deve ser um piadista [sei lá se isso existe. Se não existia, agora existe!].
Então aqui vai um tesourinho aqui diretíssimo de nosso arsenal:
Comédias para se ler na escola”, de Luis Fernando Veríssimo e organização de Ana Maria Machado.
Esse livro é fininho [oba!] E bem humorado [como a crônica chamada “Sexa”].
Se esse não é suficiente. É grosso demais [se falar isso leva uma canhãozada na orelha!], então pegue algum livro de piadas. Pode ser qualquer um, desde que seja do tema que te agrada, claro [aliás... isso me deu uma ideia de uma próxima anotação]. Depois disso, tente o do Veríssimo.
Mas digamos que você não goste muito de textos humorísticos... Digamos que você prefira histórias fantásticas: dragões, espadas, poderes, aventura, diversão...
Então olhe para qualquer lugar... Que vai achar alguma coisa.
Mas, claro que não deixaremos que escolha qualquer furreca aí... Pode ver, por exemplo, Harry Potter, da J. K. Rowling “É pra criança!”, vem o grito daí.
Muito enganado você está, jovem aprendiz. Mas esse também é tema para outra reunião.
Mas tudo bem, você pode se aventurar pelo Aura de Asíris, de Rafael Lima; ou a saga A Herança, de Christopher Paolini [Eragon, Eldest e Brisingr].
Mas se a sua praia é aventuras mais sombrias... Mais tenebrosas...
Então busque pelo O Senhor da Chuva, ou Os Sete e Sétimo, todos do André Vianco; ou então o Charadas Macabras, da Angela Lago.
Mas “Não!”, você me diz, “Riso, aventura e tenebrosidade são para os fracos! Sou alguém muito sério e [ou] gosto de pensar, não ficar vendo essas porcariadas!”
UUUUUUUI! Agora me senti intimidado [humpft!]
Primeiro de tudo, piadas não são porcarias. São as formas mais puras de se expressar a visão de alguém cobre alguma coisa... Mas vamos falar nisso outro dia.
Faça o seguinte, então, meu caro Marujo irritadinho:
Procure um livro policial.
Vixi... Isso tem aos montes: Sir Arthur Conan Doyle [com a série Sherlock Holmes], Agatha Christie [com Assassinato no Expresso do Oriente, O Caso dos Dez Negrinhos e Assassinato de Roger Acroyd], Dan Brown [com O Código Da Vinci e Anjos e Demônios]...
“Que absurdo!”, grita seu amigo, “Onde já se viu! Graça? Aventura?! Pensar?! Magina! Meu negócio é censura 18 anos. Com o tipo de leitura que não tenho que pensar... Só relaxar.”
Muito simples. Leia O Doce Veneno do Escorpião, da Bruna Surfistinha [censura 18 anos, hein, galerinha?!]
Mas mesmo assim, se esse ainda tem partes demais pra pensar... E você quer algo que REALMENTE não precisa forçar sua cabeça, pra não doer... Se quer apenas passar o tempo [pra não dizer perder, porque leitura nunca é tempo perdido], tente ler a saga Crepúsculo, da Stephenie Meyer.
Se você desistir no meio do caminho, meu querido, não se preocupe. Quer dizer que está preparado pra alguma coisa de qualidade.
Aliás, falar sobre isso me deu mais uma ideia de nota...
Enfim, deu pra perceber que existe um tipo de livro para cada gosto, não é?!
Deu....................... Não DEU?!
Sabia que sim.
Nesse post, dei apenas uma pincelada bem por cima... Prometo que, nos seguintes, falarei de cada um mais especificamente.
Certo?
Certo!
Até mais, Marujo!

Salto do Mastro

Promessa é Dívida

Diário de Bordo dos Capitães.
Sábado, 16 de outubro de 2010.

Não sei se todos aqui se lembram, mas tínhamos prometido que descobriríamos o que cada um gosta de ler, não foi?
Sabia que todos se lembravam [melhor pensar nisso, que é mais bonito].
Por isso, separamos alguns blogs que passam certas temáticas em seus posts...
E cá estão eles.

Terror/Suspense

Reflexão

Humor

Romance

Curiosidades

Humor e Curiosidades

Aqui na direita, temos uma enquete, perguntando qual dos temas você mais gostou, ou se identificou [como a Barbatanna prefere dizer].
Pretendemos usar essa enquete para projetos futuros, baseados na participação e preferências de nossos marujos, claro.
Só lembrando que a enquete vai durar só até quinta-feira, dia 21, até às 23h59.
Então, pessoal, nos ajudem e votem, para que podemos ajudá-los.

Não me diga...?

Por que não gosto de ler?

Diário de bordo de Jowfish.
Quinta-feira, 14 de outubro de 2010.

Quem nunca se perguntou: “Por que será que não gosto de ler?” [certo, acho que bastante gente].
Mas aposto que todos pararam pra se fazer a mesma pergunta agora... Não foi?
Admite, que fica mais bonito.
Sei que não devia fazer graça de um assunto sério desses, mas é inevitável... Mamãe dizia que tenho um dom para quebrar climas... E como não discuto com mamãe...
Mas devo admitir: por mais que a pessoa diga que não gosta de ler, ou que não se interessa por isso, quando é feita essa pergunta pra ela, a coisa muda... E esse mesmo ser começa a querer encontrar motivos para aquilo...
É realmente uma coisa interessante:
Seria isso culpa do aluno? Da família? Do professor? Da metodologia? Da escola? Do Estado?
De tudo! De todos!
Esse é o tipo de coisa onde não existe só um responsável.
Culpar o pobre do aluno é a coisa mais fácil que tem. Claro! O coitado é pequeno e não tem base pra argumentar com ninguém...
Mas todos se esquecem que cada setor da Educação, quando falha, acaba afetando todas as demais partes do sistema, não importando a ordem.
Então vamos distribuir, um pouco [só um pouquinho], as culpas aqui.
Claro que o estudante tem culpa nisso! Primeiro pela falta de vontade, que talvez possa ser exemplificada com o desinteresse e até total antipatia por certa matéria, surgida pela relaxada metodologia; segundo por não explorarem o professor. Isso mesmo. Explorarem! Exigir sempre saber mais e exigir que o professor sempre traga a resposta para a sala [óbvio que ele não saberá todas, mas terá de procurar e estar sempre pesquisando e se informando].
Então a culpa é dos professores? Também! Pela total falta de cuidado [não de todos, mas de uma grande parcela de professores da rede estadual/federal] com o apoio e desenvolvimento do aluno E de si mesmo. Não tem como dizer o contrário... Temos aí uma prova aplicada aos “educadores”, onde suas notas foram vergonhosamente espantosas [próximas ao zero]. E o pior: em suas próprias matérias!!!
Agora jogamos a culpa pro Estado?! Exatamente. Ele faz parte do sistema, não faz? Pois então. A culpa do Estado está no esquecimento do incentivo à Educação, além de implantações de regimes sistemáticos, e, claro, a contratação dos professores medíocres citado ali em cima.
Por consequência, a metodologia aplicada acaba se tornando, obrigatoriamente, ridícula e enfadonha tanto para o professor, quanto ao educando.
Por fim, os pais entram com a falta de interesse ao rendimento de seus filhos, e ao avanço do Ensino na sala de aula.
Além de tudo isso, ainda temos um problema GRAVÍSSIMO entre os professores: MUITOS³ não leem. Muitos NÃO gostam de ler!
Então como vão incentivar o aluno a ir até a biblioteca? Como vão mostrar como funciona e como aproveitar esse espaço? Como vão levar bons e atuais livros para os jovens, fazendo ligações com clássicos?
Não vão!
Não incentivam!
E quando fingem fazê-lo, trazem livros que eles haviam lido enquanto estavam na faculdade, ou quando eram pequenos... O que já pode ter sido há MUITO tempo.
Não estou me refiro a todos os professores. Claro que existe aqueles que levam seu trabalho a sério e, principalmente, levam o FUTURO daquelas crianças a sério.
E não me venham com esse papo de que “a função da escola não é formar escritores ou leitores”, se não quiserem entrar na linha dos canhões.

A Lanterna é Sua

Tesouros

Sexta-feira, 08 de outubro de 2010.

Os Capitães perguntaram:

Qual é o seu maior tesouro? Ele tem o poder de mudar o mundo? Como ele pode mudar o mundo?

E os marujos responderam:

\Carolina Saldanha Carminati/

Meu "tesouro" é o amor. Não sei se ele pode mudar o mundo, mas se cada pessoa tiver um pouco de amor por cada um, souber o verdadeiro significado da palavra amor, o mundo pode mudar.

\Valeska Petek/

Sou capaz de amadurecer todos os dias. Decido tornar meus dias construtivos e realizo isso. Meu maior tesouro é minha capacidade de aprimorar-me constantemente e de tornar meus dias proveitosos.

\Tais Pontes/

O meu maior tesouro é a minha vontade de querer viver mais e mais. Com essa vontade eu quero fazer a minha vida, e a das pessoas que estão presentes nelas, possa melhorar a cada dia.

\Juliana Lacerda/

Meu maior tesouro é a minha imaginação! Com ela posso viajar para qualquer lugar e transformar o mundo em um lugar melhor. Assim tenho o incentivo necessário para que eu faça com que esse sonha se torne realidade: um mundo mais humano!

\Ricardo Augusto Fukumoto Leme/

Acho que o meu tesouro é minha imaginação fértil, é a minha capacidade de inventar histórias na minha mente desde os meus 12 anos e colocar no papel. Misturar personagens de desenhos e jogos com a vida real é uma aventura pra mim. Um exemplo que eu escrevi em meu livro (mais um fanfic do que livro):
Fui para a sala e comecei a jogar um jogo chamado: “The Legend of Zelda: Ocarina of Time - Master Quest”. Eu estava no meio do jogo, eu deveria ir ao “Shadow Temple” que ficava no cemitério da “Kakariko Village”. Precisava tocar a “Nocturne of Shadows”. Fiquei passando a tela de itens e não achava a “Ocarina” para tocar a música.
- Mano! Cadê a “Ocarina”? – Eu olhava espantado para a tela.
- Acho que sei onde está! - Bella apareceu atrás de mim. - Olhe na sua mala de escola... - Peguei a mala que estava em um dos cantos da sala e abri. Como ela havia falado, a “Ocarina” estava na mala.
Eu misturo a vida real nessa minha história, eu a baseio na minha vida. Eu a uso como um refúgio, um lugar onde eu posso encontrar a felicidade misturando com aventura, magia, terror e outros gêneros. Não tenho capacidade de falar se o meu tesouro pode mudar o mundo, vêm mais da pessoa. Eu consegui superar a morte da minha mãe por meio da minha imaginação fértil, então por mim, eu falaria que ajuda, mas todas as pessoas deveriam tentar essa imaginação independente da situação. Se me perguntarem da onde eu tiro essas coisas, digamos que eu teria um mundo paralelo dentro da minha mente, onde a imaginação reina.

Não me diga...?

Quem gosta de ler?

Diário de bordo de Jowfish.
Quinta-feira, 07 de outubro de 2010.

Bem... Voltamos até aquele povoado da semana passada. A mudança era espantosa.
As casas foram pintadas. Cada uma de uma cor [algumas com mais de uma]. Novas moradias estavam sendo construídas. Novos cortes de cabelo surgiram. Novas visões de moda [pelo menos achavam que era]. Até contato com o mundo virtual eles criaram. Lembram do amigão Orkut? Agora parece que surgiu um tipo de parente, sei lá... Um tal de Messenger.
Tudo mudado...
Ou melhor, quase tudo.
O chão ainda continuava o mesmo. A praça ainda continuava a mesma. Os postes ainda continuavam os mesmos. As placas ainda continuavam as mesmas.
Fo aí que descobri qual era o problema [não cheguei à posição de capitão cortando batatas... Não cortando batatas...].
Juntei todo mundo na praça de novo... E distribuí dois pedaços de pergaminho para cada um.
Nunca vi tanta gente olhando pra mesma coisa, fechada, por tanto tempo.
Até que um deles perguntou:
“O que fazemos com isso?”
Lê, oras bolas!
“LER?!” ouvi vários dizendo baixo, olhando para os outros.
Qual o problema em ler um pouco?
“O problema é que não gostamos de ler.”
Pronto! Era o que eu estava esperando ouvir.
Esse é o grande problema das pessoas dessa era. Vivem dizendo “Não gosto de ler. Fico com sono. Fico com blá blá blá.”
Então, como todo bom discursador [esperando que essa palavra exista], puxei meu comunicador interplanetário, e chamei o querido Orkut.
Perguntei pro rapaz como funcionava a tal rede social que ele criou.
E ele respondeu que uma pessoa mandava mensagens para a outra.
Que tipo de mensagem?
“Escrita”, disse ele.
Ora, vejam só... Que interessante!
Agradeci a visita e o esclarecimento e ele foi continuar seus afazeres.
“Então vocês conseguiram escrever um pouco, hein?!”
Eles concordaram, sorrindo.
Comecei a perguntar quanto tempo cada um passava entretido com o Orkut ou o Messenger.
Uma média de duas a cinco horas diárias.
“Não me digam... E vocês escrevem pra bastante gente?”
“Sim, sim.”
“E recebem respostas também?”
“Sim, sim.”
“E vocês as leem?”
“Sim, s...” todos ficaram sem reação... Olhando de um para o outro.
E ainda tiveram coragem de dizer que não gostavam de ler... Acredita nisso?
“Mas aí não vale.”, disse um deles “A gente não percebe que tá lendo lá.”
Mais essa agora!
Leitura é leitura não importa onde nem como. A pessoa lê o que gosta. Não o que obrigam. Aliás, é esse o problema em MUITOS lugares que deveriam DESPERTAR o interesse na leitura. Não DESTRUÍ-LO.
Pedir leitura de tesouros para fazer prova... Independente do nível... Faz com que toda a alegria de ler algo com prazer seja triturada pelo Tubarão Cocão.
Todos gostam de ler. Quem não sabe, está começando a aprender depois de crescido.
A questão que deveria passar pela cabecinha linda dessas pessoas, é “o que eu gosto de ler?”
É isso que vamos descobrir...
Semana que vem.

Salto do Mastro

Tesouros

Imaginação é uma coisa engraçada... Principalmente quando somos crianças.
Um galho se transforma em espada, varinha mágica, lança, flecha... Uma pedra [aquela pedrinha, no meio da rua, esquecida...] acaba sendo algo tão poderoso... Que se torna um tesouro!
Tudo pode ser um tesouro... Desde que você o considere como um.
Então, por que não conhecemos um pouco melhor nossa Frota?

Qual é o seu maior tesouro? Ele tem o poder de mudar o mundo? Como ele pode mudar o mundo?

Mandem, por favor, as respostas para o e-mail: ospiratasdaliteratura@hotmail.com até quinta-feira, com seu nome e a resposta.

Oras bolas... Se vamos trazer tesouros até vocês... Precisamos saber quais o tesouros mais procurados.
Até sexta, Marujos!

A Lanterna é Sua

O conto abaixo foi produzido por Rafael Soares, que o fez seguindo a atividade de sábado. Nada nele foi adicionado, cortado ou alterado de qualquer forma.

Rainymood

Ah, que saudade que eu estava da chuva. Sempre gostei de olhar pras gotas caindo e admirar como a chuva não discrimina ninguém. O doutor, quando sai do seu Porsche pra entrar em um restaurante italiano toma chuva. O mendigo, quando sai da sua ‘moradia’ improvisada com caixas de papelão e toldos velhos e sai vagando para implorar por um café, toma chuva.
A chuva não escolhe onde cair, a chuva não planeja nada, a chuva simplesmente acontece. É o fenômeno mais sincero da natureza, na minha concepção. Ela cai simplesmente porque precisa cair, e quando tem que acontecer, ela cai e não há nada que alguém possa fazer para impedir. A chuva não se frustra, a chuva não tem expectativas. Quando todos aqueles fatores propícios para que ela caia se concretizam, é inevitável. Não tem o que fazer.
Olho da minha janela, sozinho, e vejo que a chuva sempre me lembra que somos parte de um todo, e o quão insignificante é a existência de “pensamento” no ser humano. Não adianta planejar, enxergar os futuros fenômenos do tempo se você esquecer o seu “guarda-chuva”. O acaso, o aleatório, o chamado “destino” é o deus que rege toda essa existência.
Não sei, exatamente, quando eu passei a ter esse tipo de pensamento... Talvez ontem a noite? A gente vive a vida inteira pensando e planejando e quando chega em um beco sem saída, ou se “resolve” pela oração ou simplesmente resolve viver e deixar sua vida ditar o ritmo, sem questionar ou se preocupar. Difícil pra quem tem a natureza questionadora simplesmente deixar de duvidar de tudo e questionar a todos. Basta um simples fenômeno natural para que tudo passe a fazer sentido e a vida se torne simples de novo.

Não me diga...?

Quem tem imaginação?

Diário de Bordo de Jowfish.
Quinta-feira, 30 de setembro de 2010.

Esse mundo não se cansa de me surpreender... Nem seus humanos.
Esses dias, quando paramos para tomar um pouco de água (já que a do mar é um tantinho salgada), encontramos um pessoalzinho meio triste. Andavam pra lá e pra cá... Pareciam perdidos.
Barbatanna, com todo o seu carinho pelos outros (e sua vontade incontrolável de sair do caminho pirata), quis ver o que estava acontecendo e ajudar aquele povoado... Por muito pouco não a deixo pra trás... Sorte dela que é bonita.
Ao chegarmos lá, percebi que as casas eram todas iguais... As roupas eram todas iguais... O modo de falar era igual... Os nomes eram iguais... A VIDA era igual... Respirei fundo para não arrastar Barbatanna de volta pro navio.
Reuni todas as pessoas dali e perguntei quem ali já havia escrito um livro.
Ninguém.
Questionei o porquê.
“Não temos capacidade para isso, Capitão.” (em outras palavras: “Não temos imaginação suficiente”.).
Isso eu não podia deixar. Uma pessoa dizer que não tem imaginação?! Que absurdo é esse agora?! Como eu quis levá-los até Fofoquilha.
Na mesma hora, entreguei uma imagem para cada uma. A mesma imagem: Uma mulher chorando em frente a uma casa desmoronada com uma frase dizendo: mulher perde dois filhos e marido.
Pedi, então, que cada um escrevesse, atrás da figura, o que haviam pensado... Sem espiarem a resposta do outro, porque todos teriam a mesma resposta (claro que eu sabia que não seriam).
E não foram.
Comecei, então a lê-las:
“Quem pensou que eles morreram soterrados pela casa?”
Um grupo levantou a mão.
“Quem pensou que morreram de alguma outra forma?”
Outras pessoas levantaram.
“Quem pensou nos sentimentos da mulher?”
Mais um grupo.
“Quem pensou que era uma pegadinha e sairia procurando a câmera escondida?”
Muitos riram, e alguns levantaram a mão.
“Então vocês têm Imaginação.”, disse. E comecei meu sermão (como todo capitão faz à sua tripulação para que confiem nele).
“Como podem dizer que não têm imaginação, mas me dão várias respostas para a mesma coisa?
“Digam-me: O que é importante em nossas vidas? O que te faz levantar da cama e seguir vivendo?
“Família? Saúde? Amigos? Não. Não sozinhos.
“O que faz cada um de vocês levantar de manhã para seguir o dia é a MOTIVAÇÃO!”
As pessoas começaram a se olhar (deviam estar pensando que sou mais um louco)...
“Um pai levanta e vai trabalhar com a Motivação de que voltará trazendo o dinheiro para o leite de sua família. Uma mãe levanta motivada a trazer o bem estar ao lar.” (Muitas vezes é o contrário. Sem drama.)
“Um filho levanta pela manhã com a Motivação de um futuro promissor, e o orgulho dos pais, que tanto se dedicam com ele.
“Claro que há outras fontes de Motivação, mas sem essas coisinhas simples da vida, para que viveríamos?
“A Motivação é o mais importante e a família e amigos são os nossos Motivadores... Nossa fonte de inspiração e Motivação. Um não funciona sem o outro.”
Aos poucos, os rostos foram mudando de confusos para esclarecidos.
Perceberam que são coisinhas mínimas e simples que fazem toda a diferença.
E que era o mesmo na Imaginação.
Conversando com eles, percebi que tem gente que acha que Imaginação é aquilo dentro de nossas cabeças.  Outros acham que Imaginação é aquilo que passa dentro das cabeças dos outros. Tem gente que acha que Imaginação é aquele arco-íris que aparece toda a vez que o Bob Esponja fala.
E todos estão certos.
O que muita gente por aí não entende é que Imaginação é tudo aquilo que alguém é capaz de fazer. Seja em atos ou pensamentos. Oras bolas, é preciso Imaginação para escrever uma peça, mas também é preciso Imaginação para o ator conseguir transformar aquele palco em uma floresta, ou uma grande cidade, ou um céu rodeado de anjinhos.
Carrego até hoje uma frase de um antigo sábio físico: “Nesta vida, nada se cria e nada se perde. Tudo se... Copia” (perfeito). Então usei alguns exemplos que todos já ouviram (menos eles, claro):
“Tudo que construímos, começamos pela parte mais simples, ou a mais óbvia. Não adianta levantar uma casa pelo teto. Não faz sentido criar uma rede de esgotos se não começarmos pelos buracos, ou com a escolha dos canos adequados.”
“E como sei se tenho imaginação ou não?”, um deles me perguntou.
“Simples: se vocês conseguem dar várias respostas à mesma pergunta, ou a mesma resposta de formas diferentes, então vocês têm imaginação.”, respondi surpreso e já vendo as mudanças aparecerem.
“Para os que não estão muito certos que a Imaginação está em todos, quem aqui dorme de olhos fechados [porque existem aqueles que você fala com ele, ele está te olhando nos olhos e, meia hora depois, ele te pede pra começar de novo porque perdeu o começo]?”
Todos, rindo, levantaram as mãos.
“Hum... E quem aqui sonha em quase toda a noite?”
Alguns.
“Quem sonha de vez em quando?”
Muitos.
“Quem sonha MUITO de vez em quando?”
Poucos.
“Geralmente, os sonhos são coisas muito sinistras, não são? Tudo desordenado, com pessoas que nunca vimos na vida, fazendo coisas que nunca fizemos... Fazendo coisas que nunca fizemos?! Vendo pessoas que nunca vimos?! Isso não me é estranho...
“É Imaginação!”, gritou um dos ouvintes.
“Own, que lindinho”, disse Barbatanna tão baixinho que só eu ouvi.
Os olhos da Capitã eram dois faróis de tanto que brilhavam. Se eu não tivesse com o braço em seu ombro, tenho certeza que ela ia pular no pescoço daquele cara e só ia soltar quando o levássemos conosco.
“Exato!”, respondi. “O que é o sonho, se não a forma mais simples de imaginar?”
“Uma vez sonhei que era um herói que soltava teias... Mas não me lembro de ter deixado metade da cidade cheia delas...
“Mas enfim, pensem nisso. Semana que vem eu trago alguns exercícios simples para que exercitem sua imaginação...”
E para onde estamos indo agora, nesse navio. Vamos procurar novos povos para nos ajudarem nessa missão.
Quem diria que a rebeldia de Barbatanna poderia nos dar a chance de encontrar o maior de todos os tesouros: Povoar o mundo com a Imaginação.