O Show dos Jogos

Diário de bordo de Jowfish Kraken.
Quarta-feira, 31 de outubro de 2012.

Imagem com três personagens das histórias do
Menino Maluquinho, do Ziraldo, preparados para
começarem uma corrida.
Acredite se quiser... os alunos sabem quando um professor aguenta ou não com eles...
Quê? Do que você tá falando, Capi?
Da conversa de ontem, uai.
Ah, tá. Sabem, é?
Ôxe!
E também sabem quando um professor gosta ou não do que faz.
É, Capi? E como eles fazem isso?

Tudo isso acontece no primeiro dia de aula... tá bom, vai... na primeira semana de aula.
Nossa, Capi! Mas não é pouco tempo pra saber dessas coisas?
Esse é tempo que eles precisam pra testar os limites que ele podem ter na aula. Eles descobrem se eles vão poder zoar na aula, fazer brincadeira, bater boca com o professor e tals.
Ah, mas aí é fácil, então. É só chegar no primeiro dia e já brigar com todo mundo que começar a fazer graça.
Mas não foi você quem disse que enchia de bulacha um amigo assim?
............... ah é, né... o professor agora é amigo do aluno, né?
Isso aí... só que ser amigo, não quer dizer ser um idiota.
Então o quê?
Então vamos lá. O problema dos alunos de hoje não é NECESSARIAMENTE culpa deles. Eles não são problemáticos.
Eles são desmotivados.
Desmotivados, Capi?
É. Desmotivados.
É aquele negócio que eu disse. Se o aluno fica o tempo todo ouvindo que ele não quer nada com nada, então vai chegar uma hora que ele vai acreditar que ele REALMENTE não quer nada com nada.
Vou dar uma exemplo com o que aconteceu comigo uma vez... e tenho certeza ABSOLUTA que já aconteceu com mais gente.
Desenho com um monte de crianças sem rosto
[Slenderman???] brincando de várias formas.
Pulando amarelinha, corda, lutando capoeira,
jogando bolinhas de gude, peão... um monte de coisa.
Oba! Uma história de vida, vai, fala.
Eu tinha um aluno, uma vez, que todo mundo falava que era o pior da sala. Falavam que ele não sabia nada, não aprendia nada e que não queria nada.
Daí... quando eu tava dando aula, eu quase nunca escrevia na lousa. Só quando era uma palavra mais difícil e tal.
E milagrosamente, da minha matéria ele sabia tudo.
Tudo, Capi?
Bom.........não tuuuuudo tuuuudo, mas ele sabia até um pouco mais do que a menina que todo mundo falava que era a mais inteligente e tals.
Quase lá pro fim do ano............... o pessoal descobriu que ele não conseguia acompanhar, porque todos os professores usavam as lousas........ e ele tinha problema de visão. E não tinha um óculos.
NOOOOOOOOOSSSSSSAAAAAAAA CAPI!!!! COMO ASSIM, MEU???
Esse foi só um exemplo.
O que eu quero dizer é que nem sempre um aluno não aprende por que não quer.
Aliás, isso NUNCA é assim.
Pode ser que o aluno não queira mais, porque lá atrás não incentivaram o garoto.
Ou pode ser que ele queria, mas o professor já não quer mais.
E também pode ser que o aluno quer, o professor quer, mas o professor não sabe como passar a matéria de um jeito que incentive o pessoal.
Tem vários motivos.
E como dá pra fazer isso, Capi?
Isso o quê?
Isso, de incentivar todo mundo.
Ah. Bom, é um pouco trabalhoso. Dependendo do caminho, pode ser um pouco difícil, mas todos eles são possíveis.
Jogo do Pacman numa janela do navegador Firefox.
Certo. E quais são esses caminhos?
Primeiro de tudo, o professor tem que conquistar a ATENÇÃO do aluno.
Como ele faz isso?
Fazendo qualquer coisa que saia da rotina.
Tipo um striptease, Capi?
Pode ser................. se você quiser ser despedido logo em seguida, com um bilhão de processos nas suas costas.
Então o quê?
Bom, se for o seu primeiro dia de aula com aquela turma, você já vai ter a atenção deles automaticamente por pelo menos uns 5 ou 10 minutos.
Nossa, Capi! Só isso?
Uhum. E daí a pessoa tem que conseguir manter essa atenção.
Hum. E como faz isso?
Bom, eu vou usar como exemplo o que eu fiz no meu primeiro dia de aula, pode ser?
Tá bom.
Existe basicamente dois jeitos de se chamar a atenção do aluno:
Quais jeitos?
Fazendo um Show, quer dizer, usando fantasia, fazendo música sobre a matéria e tals.
E Fazendo Jogos, tipo quando alguns professores de física fazem uma frase pro aluno decorar uma fórmula, por exemplo.
Tipo a do Vovô à toa, Capi?
Como é a fórmula do Vovô à toa?
É assim: V = Vo + a.t.
Ah. Aí, ó. Esse daí é um tipo de jogo. Que é o jogo de palavras. Mas também entram as gincanas, os quizes e tals.
Certo. Tem esses dois tipos. Mas e daí?
Um rapaz com uma fantasia muito legal de montador
de avestruz, só que as pernas do cara são as do
avestruz e as que seriam dele são pernas falsas...
MUITO BOA!!! HAHAHAHAHAHAHA
Sendo sua primeira vez, ou não, o bom de usar isso é que vai fazer o aluno parar o que tá fazendo pra ver o que DEMÔNIOS você tá fazendo com eles.
Mas não precisa de nada TÃÃO assim.
O que você fez na sua primeira vez, Capi?
Eu fiz uma coisa muito mais simples:
Eu peguei um cara que tava na escola sem fazer nada e levei ele até a sala que eu ia dar aula. Daí eu cobri o cara com um cobertor e ele entrou na sala junto com a coordenadora da escola.
Daí a criançada tinha de tentar adivinhar como seria o novo professor deles.
Daí as pessoas pensaram que era o cara que tava debaixo do cobertor... daí, quando ela disse: “Agora vamos descobrir como o novo professor é?”, todo mundo falou que sim e ela foi lá fora me chamar.
Daí quando eu entrei na sala tava todo mundo com cara de “O que é que tá acontecendo aqui???????????”
Pimba!
Já peguei a atenção deles.
Nossa, Capi! Que doideira! Mas e pra continuar com a atenção deles?
Daí eu falei pra gente mudar o formato da sala.
Como assim?
Pedi pra todo mundo afastar as carteiras pras paredes e formar um círculo no meio da sala.
Um círculo, Capi? Pra que isso?
Foi a mesma coisa que eles pensaram, mas não falaram nada, porque era o meu primeiro dia.
Mas e se tivessem perguntado?
Daí eu diria que é pra fazer uma brincadeira com eles.
E que brincadeira você fez?
Eu?!
Nenhuma
Ué, mas então...?
Eu fiz o seguinte. Todo mundo fez um círculo e eu tava junto com eles. Nem dentro, nem fora.
Tá, e daí?
Daí eu comecei a andar dentro do círculo e contei algumas coisas da história do Rei Arthur. E disse que do mesmo jeito de lá, aqui ninguém é mais importante que ninguém. Eu vou aprender com eles, assim como eles vão aprender comigo.
E foi o que aconteceu, na verdade.
Outra fantasia bem feita.
Dessa vez, temos o corpo de um cara
que acaba na cabeça da Angelina Jolie,
mas a cabeça real do cara sai do corpo
de um bebê boneco, numa bolsa de
carregar bebês.
Tá. E depois?
Depois que o professor pega a atenção do aluno, ele precisa CONHECER o aluno. E deixar que o aluno conheça o professor.
E você foi perguntando nome por nome, Capi? Que coisa chata!
Não, não. Eu fiz três perguntas pra cada um: Nome, idade e sonho.
Sonho?! Por que sonho?
Porque depois que eu me apresentei, no final, eu comecei a falar da importância do sonho que cada um tinha. Do garoto que queria ser campeão de MMA, da garota que queria ser bailarina, do que queria ser design gráfico, da que queria ser médica, policial, músico e tudo o mais.
Falei que cada um tinha uma importância no mundo, sem uma ser mais importante do que a outra.
Nenhum deles queria ser professor, Capi?
................................... deixa isso pra lá, vai *chuif chuif*
Mas pra que fazer tudo isso, Capi?
Vamos lá, Marujo. Qual era o seu sonho quando você era menor?
Ah, já foi um monte... ser astronauta, bombeiro, o Batman, sailor moon, uma das Tartarugas Ninja, bailarina, ter todas as cartas da Sakura...
E qual é o seu sonho agora?
Ah................................ os mesmos, eu acho...
Droga. Esqueci que você nunca foi pra escola......
E por que isso é importante?
Porque na escola, a gente começa a ouvir, desde pequeno, que algumas profissões não valem a pena. Tipo ser lutador, ou músico, ou escritor, ou dançarino... E o que vale a pena é ser médico, engenheiro ou advogado.
E daí?
Daí que os alunos já crescem achando que tão errados até no sonho! Que eles não deviam fazer tal coisa, ou que não deviam tentar outra.
E acaba criando na criança o maior problema de todos que existe até hoje na escola.
Nossa, Capi! Que problema é esse?
O medo do erro.
Mas eu falo disso amanhã.
Tá bom.

Lívia F. disse...

Quando eu era pequena queria ser arqueóloga por causa da Tomb Raider hihi mas aí meus pais me falaram que lá no Egito (era pra onde eu queria ir), as mulheres eram trocadas por camelos. Foi então que eu decidi desistir da carreira de arqueóloga porque fiquei com medo de estar andando na rua, um homem me puxar e me trocar por camelos. Muito triste :(

OPL disse...

AAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...

Sério???

Poxa, Que mancadinha deles!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...
Se bem que foi uma desculpa criativa.......

Mas não deixa de ser mancada, né? P^(

Mas e agora, o que você tá querendo ser?

Lee - a tal disse...

agora ela quer ser turista e ir ser trocada por camelos!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Lívia F. disse...

Também, Lee, também.... Mas sem a parte de ser trocada u.u
Agora eu quero se escritora, Capi *-*

Lívia F. disse...

Opssss, ser escritora *
Hihihi

OPL disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHA...